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Incríveis memórias assim como a praia

     Quinta-feira. Era bem cedo e eu estava de férias, mas não tinha nada de interessante para fazer em casa. Meus pais estavam trabalhando, por isso não tínhamos muito tempo para sair para praias ou shoppings e, além disso, tinha a pandemia do Covid-19 que impossibilitava ainda mais nossos passeios. 
      Entretanto, algumas horas depois que eu acordei nessa quinta, minha amiga, Ana, me mandou uma mensagem perguntando se eu queria ir para a casa de praia dela em Itamaracá, com o seu pai e sua tia (a sua avó e prima pequena Olívia já estavam lá). Eu fiquei extasiada e logo pedi para minha mãe que aceitou na hora, isso porque ela tem um carinho muito grande por nossa amizade e pela família de Ana, sabia que eu estaria em boas mãos. Então, combinamos que ela passaria em casa no sábado e iríamos pra Itamaracá. 
     Quando chegamos, eu fiquei tão animada. Era um lugar calmo, com natureza por perto, às vezes dava até pra escutar o bagulho do mar. Para melhorar, também tinha dois cachorros (Buba e Dora) que animavam tudo, principalmente Buba que não parava quieto. 
     Na primeira semana, eu, Ana, Olívia e a avó de Ana costumávamos ir bem de manhãzinha para praia, a qual estava com maré baixa na parte da manhã e alta na parte da tarde. Ir cedo era sempre o melhor horário, não tinha absolutamente ninguém, o que era muito bom por causa do covid. Como, nessa semana, a maré estava baixa, Olívia que é pequena podia ficar em pé tranquilamente e as outras três ficávamos só relaxando na água. Era uma sensação incrível e a gente de divertia muito. Um dia chegamos a colocar lama de praia no rosto, pois a avó de Ana disse que faz bem para pele, o que eu não sei até hoje se é verdade. 
     Na parte da tarde, ainda na primeira semana, íamos para casa do restante da família de Ana. Costumávamos jogar dominó com a prima dela, Kamilly, comprávamos esfirras de carne e frango que eram simplesmente deliciosas. 
        Na segunda semana, a maré estava alta de manhã e era simplesmente uma das vistas mais incríveis que eu já vi: a água brilhava, o vento batendo no rosto e as ondas... Era tudo tão lindo. Dessa vez, brincávamos que nem crianças na água. 
          De tarde, a maré estava baixa, então eu, Kmilly e Ana íamos andar de bicicleta na beira mar todos os dias. 
          Por fim, voltamos pra casa, mas essas memórias sempre vão ficar guardadas no meu coração e mente, como momentos verdadeiramente especiais. 

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